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Estudantes protestam contra corte de auxílio da Prefeitura

há 1 dia
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Luís Gustavo e Heber Gaipo falaram em nome dos demais alunos. (Foto: Carlos Augusto Mattos)
Luís Gustavo e Heber Gaipo falaram em nome dos demais alunos. (Foto: Carlos Augusto Mattos)

Estudantes de Oliveira matriculados em estabelecimentos de ensino superior fora do município compareceram à Câmara Municipal na segunda-feira, 31 de agosto, em busca de esclarecimentos sobre a suspensão, pela Prefeitura, do pagamento do auxílio-transporte que eles vinham recebendo. Representando o grupo, dois alunos questionaram os motivos do corte e um deles apresentou informações que demonstram haver recursos disponíveis. O presidente da Casa, Gilmar Sebastião Cândido (Solidariedade) anunciou que fará ao Executivo a devolução de parte do saldo financeiro da Câmara, para o pagamento do transporte até o mês de dezembro deste ano.


Um dos estudantes que se manifestaram foi Luís Gustavo da Silva, que cobrou um posicionamento dos vereadores sobre o corte do auxílio instituído por lei e que desde sua criação, em 2013, tem ficado cada vez mais defasado. Ele disse também que, ao procurar a Secretaria Municipal de Educação, onde são apresentados os comprovantes de frequência para recebimento da quantia, obteve a informação da possível descontinuidade. Luís Gustavo ainda questionou o motivo e disse que, ao adotar a medida, o Executivo demonstra certo descaso com os estudantes.


Aluno do curso de engenharia da computação da UEMG, em Divinópolis, Heber Stavrakas Gaipo salientou que, na busca de qualificação e de um futuro melhor, jovens de Oliveira enfrentam a estrada todos os dias, rumo a instituições de ensino na região, já que a cidade não dispõe de uma diversidade de cursos de ensino superior. Ele observou que, apesar de ter sido instituído pela lei 3.164/2013, o Programa Municipal de Auxílio-Transporte foi suspenso no mês de agosto, surpreendendo os estudantes.


De acordo com dados apresentados pelo estudante, para o orçamento de 2025 foi previsto o valor de R$ 211.370,00, dos quais foram empenhados R$ 136.630,43 e efetivamente pagos R$ 128.483,49. Para o orçamento de 2026, a dotação inicial era de R$ 120 mil, e o próprio Executivo suplementou esse valor em mais R$ 50 mil, totalizando R$ 170 mil autorizados. Até o mês de agosto, do total autorizado, R$ 169.250,00 estão empenhados e foram pagos R$ 103.600,00, existindo um saldo a pagar de aproximadamente R$ 65.650,00.


Para Heber Gaipo, o principal questionamento popular hoje é o inchaço da máquina pública e os números comprovam a indignação pelos gastos de quase R$ 7 milhões com contratações temporárias, e a falta de vontade política para executar um repasse de pouco mais de R$ 65 mil, que garante que dezenas de filhos de Oliveira não tenham que abandonar a faculdade.


Durante a sessão da Câmara, Gilmar Cândido fez uma ligação para o prefeito Erik Assis (Solidariedade) e acertou com ele o pagamento do auxílio com recursos que serão repassados pelo Legislativo, por meio da devolução de saldo financeiro. O vereador justificou a colaboração ao Executivo, em virtude das dificuldades enfrentadas pela Prefeitura pela suspensão do pagamento do IPTU. Durante a ligação, colocada no modo de viva-voz, o prefeito se comprometeu a repassar o dinheiro para pagamento da ajuda e considerou a proposta como “excelente e construtiva.”

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